segunda-feira, 8 de julho de 2013

PESQUISA, COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM COM O COMPUTADOR. O papel do computador no processo ensino-aprendizagem



PESQUISA, COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM COM O COMPUTADOR.
 O papel do computador no processo ensino-aprendizagem

SÍNTESE

José Armando Valente buscou em seu artigo:Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador: o papel do computador no processo ensino-aprendizagem, analisar as questões técnicas e pedagógicas envolvidas no uso das TICs na educação, mostrandoo quão grande é o desafio das novas tecnologias que vão tornando-se velhas, e consequentemente caem em desuso sem que tenham sido devidamente apropriadas pelos professores,e que o surgimento de outras tecnologias poderão causar impactos que não podem ser previstos. A maior parte dos educadores ainda não sabe o que fazer com os recursos que a informática oferece e nesse sentido a chave do problema é a questão da formação, de preparação dos educadores para saberem, utilizar esta ferramenta como parte das atividades que realizam na escola. A formação desses profissionais ainda não propicia condições necessárias para que os mesmos dominem a tecnologia como um processo que exige profundas mudanças na maneira de pensar destes. O objetivo da formação além da aquisição de metodologias de ensino é conhecer profundamente, como ele acontece e como intervir de maneira efetiva na relação com o computador, propiciando condições favoráveis para a construção do conhecimento. Necessário se faz o investimento na preparação de professores para que esses possam compreender as características que constituem as tecnologias disponíveis para combinar e integrar adequadamente o conhecimento técnico com propostas pedagógicas inovadoras. O papel do educador deverá ser o de orientar e mediar às situações de ensino-aprendizagem para que ocorra o compartilhamento e a aprendizagem e para que aconteça a apropriação do conhecimento. Esse professor trabalhando em conjunto com seus alunos, problematizando e desafiando-os será o autor de uma proposta pedagógica que evidenciará o aumento da aplicação de novas tecnologias. Não se trata, porém de mera substituição dos recursos de aprendizagem, mas sim, do melhoramento desses de forma a garantir às comunidades escolares recursos e formação que venham proporcionar grandes e profundas melhorias no ensino público.
     O texto nos mostra a possibilidade de três grandes aplicações do computador na educação: para buscar e acessar informação e para se comunicar com outras pessoas, ou estabelecer relações de cooperação na resolução de problemas. Para o autor, no entanto, é imprescindível que antes de iniciarmos esta discussão, entenda-se a distinção fundamental entre alguns conceitos como informação e conhecimento e entre ensinar e aprender. O conhecimento é o que é construído na mente de um indivíduo, é uma construção produto do seu pensamento. A informação são os fatos, os dados que encontramos nas publicações, na internet, ou mesmo no nosso cotidiano, em um diálogo. Aprender e ensinar não devem ser vistos de maneira antagônica, necessário é na verdade que haja articulação entre as mesmas e que elas mantenham uma relação que  propicie ao aluno oportunidades para a construção do seu próprio conhecimento, aprender significa reproduzir a informação, algo como exteriorizar aquilo que já foi assimilado, memorizado; consiste em interpretar a partir do conhecimento que já se possui. A busca por informações apresenta-nos o computador como um dos mais eficientes recursos para a busca e acesso à informação na internet. É o instrumento que permite o maior acesso a informação e consequentemente ao conhecimento. Particularmente considero o computador como ferramenta indispensável ao processo de ensino aprendizagem com a participação do conhecimento pedagógico e tecnológico, interação através da comunicação e troca de experiências para realizar ações e despertar o cognitivo intelectual dos educandos e percepção de aproveitamento do que estará sendo ensinado. A internet é a fonte que nos leva ao mais alto nível de conhecimento, por ser atualizada em tempo real, com variedades e diversidades, que sendo bem manejadas e utilizadas elevarão a qualidade dos trabalhos realizados através da sua utilização, além de proporcionar a comunicação, a troca de informação e as ações conjuntas entre os indivíduos.  O meu trabalho como professora autônoma tornou-se mais ágil e menos penoso com o uso do computador e da internet. Através da utilização de vídeos, e de sites confiáveis onde busco informações para a construção dos planos de aula, onde em conjunto com meus alunos são muitas vezes coletados dados, informações, conteúdos para os trabalhos escolares tenho confirmado a importância, eficiência eeficácia deste recurso para o processo ensino-aprendizagem.
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O CURSO DA HISTÓRIA DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO NA EDUCAÇÃO LATINO AMERICANA


                                                    ENFOQUE JURIDÍCO
A história da administração da educação na América Latina, à semelhança da trajetória da administração pública latino-americana, pode ser estudada com diferentes enfoques analíticos. Neste ensaio, realizado por Benno Sander sobre a construção do conhecimento na administração da educação  foram utilizados cinco enfoques principais: jurídico, tecnocrático, comportamental, desenvolvimentista e sociológico. Esta maneira de analisar sugere que o conhecimento na administração pública e na gestão da educação latino-americana é resultado de um processo de construção, desconstrução e reconstrução permanente ao longo da história das instituições políticas e sociais da América Latina, ou seja, está longe de ser concluido. 

VALORES DO CRISTIANISMO/CATÓLICOS E PROTESTANTES  

    O  enfoque jurídico herdado da Europa foi adicionado, desde o início, os valores próprios do cristianismo, especialmente os da Igreja Católica. Durante todo o período colonial da América Latina, a contribuição educacional dos Padres da Companhia de Jesus, oriundos da Espanha, exerceu uma influência singular. À ação dos Jesuítas somou-se a contribuição dos Lassalistas ("O Senhor de La Salle... teve a idéia de criar escolas nas quais os filhos dos artesãos e dos pobres aprenderiam gratuitamente a ler, escrever e contar e receberiam uma educação cristã por meio de catecismos e outras instruções apropriadas para a formação de bons cristãos), Maristas ( sociedade religiosa e de cunho mariano, voltado em levar o ensino fundamental às crianças e jovens do interior. Salesianos(Congregação religiosa da Igreja Católica Apostólica Romana, que tinha como  principais destinatários os jovens, especialmente os pobres e em situação de risco. , Beneditinos, Dominicanos e membros de outras ordens e congregações religiosas, que consolidaram a influência da Igreja Católica na educação latino-americana. Por isso, não é surpreendente que nessa época o escolasticismo católico( Doutrina e filosofia cristã que tem origem na idade média e que procurou combinar a razão platônica e aristotélica com a fé cristã e os dogmas dos evangélicos), caracterizado pelo pensamento dedutivo e pelo caráter normativo da Ratio Studiorum de Ignacio de Loyola,  tenham plasmado, significativamente, os sistemas de organização e administração da educação na América Latina. Junto com a ação católica de origem européia, iniciou-se no século XIX e ampliou-se consideravelmente no século XX a penetrante influência pedagógica das Igrejas Protestantes, provenientes principalmente dos Estados Unidos da América, que estabeleceram importantes escolas em vários países latino-americanos.

  ESCOLASTICISMO CATÓLICO

Escolástica (ou Escolasticismo) é uma linha dentro da filosofia medieval, de acentos notadamente cristãos, surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé.
Este pensamento cristão deve o seu nome às artes ensinadas na altura pelos escolásticos nas escolas medievais. Estas artes podiam ser divididas em Trivium (gramática, retórica e dialéctica) e Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). A escolástica resulta essencialmente do aprofundar da filosofia.

Considerações finais

A chegada do novo milênio traz consigo transformações econômicas e políticas em diversas partes do mundo.  Concomitantemente estão sendo concebidas alternativas de superação de organização social e política que tornam acentuada a necessidade de buscar a superação dos paradigmas tradicionais de educação. Foi principalmente nos anos 90 que houve uma crescente construção de perspectivas de administração da educação, as quais passaram a valorizar a participação das massas e a compartilhar tradições culturais, prioridades econômicas e orientações políticas. Isso significou, na gestão educacional, uma reconstrução das estratégias institucionais básicas, neste contexto, considerando  enfoque jurídico necessário se faz refletir sobre as relações entre a natureza do homem, a do direito e a do dever jurídico, entendendo primordialmente que o centro do interesse jurídico, deslocou-se nestes últimos tempos para o sujeito do direito, em sua relação com os demais e em seus direitos e obrigações pessoais e sociais. Na nova escola está se produzindo um novo enfoque para o aluno, considerando a este como sujeito ativo do direito, pela aplicação das novas normas que o contemplam de modo diferente, mas também se originou um despertar das relações entre os integrantes da comunidade educacional, que implica na obrigação de construir novos parâmetros a partir da ideia do homem como um ser aberto e criador de seu próprio meio, sua cultura, seu direito e, portanto, da instituição escolar.




COMO PODEMOS PERCEBER A RELAÇÃOENTRE NEOLIBERALISMO, SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL E AS POLÍTICAS DO CAMPO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL?

Neoliberalismo é uma doutrina política que surgiu ás vésperas da segunda guerra mundial. Olhando pelo foco ideológico, pode-se conceituar o neoliberalismo como sendo uma reação contra os ataques sofridos pelo liberalismo por parte dos intervencionistas e dos socialistas por mais de um século, e pelo foco econômico é um tipo de doutrina político econômico que orienta a relação do estado com a sociedade, a partir da identificação de que o estado seja apenas um guardião do bem comum, implicando sua ausência no mercado. Apesar de acreditar que o mercado se autorregula, o neoliberalismo exige que haja uma determinada intervenção do Estado, a fim de eliminar tudo aquilo que possa obstruir o livre funcionamento dos mecanismos de preços livremente formados. O estado deve combater firmemente os agrupamentos de produtores, cartéis ou trustes nacionais ou internacionais. Esta função, atribuída ao estado é fundamental na doutrina neoliberal. Segundo a doutrina neoliberal, o estado deverá interferir nas próprias condições internas do mercado, de agente passivo que deveria ser, torna-se então um dos mais ativos agentes econômicos. No Neoliberalismo o poder público precisa tomar as medidas necessárias para reduzir ao mínimo as injustiças econômicas, prestando auxílio aos excluídos no processo. Eles acreditam haver muito espaço no campo de ação social para que seja desempenhado o papel do mesmo. No Brasil vigora quase uma política neoliberal, já que predomina uma falta regulação eficiente, principalmente no que tange uma prevenção a formação de cartéis e monopólios, enfim, combater a concentração de mercado. Embora haja uma forte atuação no campo social, por parte do governo atual, assim como certa liberdade de fixação de preços por meio de mercado, esta última não é eficiente, uma vez que há muita concentração (poucas empresas fornecem parcela significativa do que é consumido de um determinado bem ou serviço) no País. Outros pontos inegáveis quanto a chegada do neoliberalismo no Brasil são os avanços tecnológicos e os aumentos da produtividade. No que diz respeito a esta doutrina política e a educação esta ocupa um lugar central na sociedade e, por isso, precisa ser incentivada. A compreensão da ideologia neoliberal como expressão de interesses e “falsificação da realidade” com vistas ao controle social, permite a conclusão, do ponto de vista marxista, de que a estrutura social dominante constitui “aparelhos ideológicos” em forma de superestrutura, mantendo a opressão e atrela a educação escolar à preparação para o trabalho e a pesquisa acadêmica ao imperativo do mercado ou às necessidades da livre iniciativa, torna a escola um meio de transmissão dos seus princípios doutrinários e faz da escola um mercado para os produtos da indústria cultural e da informática, o que, aliás, é coerente com a ideia de fazer a escola funcionar de forma semelhante ao mercado, mas é contraditório porque, enquanto, no discurso, os neoliberais condenam a participação direta do estado no financiamento da educação, na prática, não deixam de aproveitar os subsídios estatais para divulgar seus produtos didáticos e paradidáticos no mercado escolar. As políticas públicas do Brasil foram marcadas pela influência da globalização econômica na década de 1990 e por forte presença dos princípios neoliberais.O governo FHC (privatizações, criação de programas sociais, como bolsa família) entre outras, que tiveram continuidade no governo lula e ainda no governo atual. Quanto a relação entre o neoliberalismo e o sistema monetário internacional, o fato é que esse sistema influencia em beneficio dos governos e economias dos países desenvolvidos e das empresas transnacionais que operam a partir do neoliberalismo. Exerce supervisão das economias e faz-se principalmente através da recolha sistemática de informações sobre essas economias e de visitas de técnicos aos países membros dos fundos e bancos, ao abrigo de disposições constantes. No caso de países que recebem apoio financeiro, elas são mais frequentes a fim de se acompanhar a execução dos programas econômicos que acompanham tais apoios. Apesar de a ideologia Neoliberal ter conseguido agregar uma grande parcela da população e dos países através do discurso de que é necessário integrar os mercados e as economias com a finalidade de desenvolvê-las, o fato é que tais medidas têm privilegiado apenas a elite, que representa um pequeno pedaço das sociedades, enquanto grande parte da população sobrevive às margens do desenvolvimento.
(trabalho dissertativo da disciplina sociologia e educação II- professor Paulo Soares)
A luta pelo poder é algo constante na sociedade

                                                         A luta pelo poder

Sem qualquer sombra de dúvida, a luta pelo poder e sua manutenção é tão antiga quanto a existência da vida humana, e a história humana é também uma história da política, ou seja, de lutas travadas por sujeitos individuais ou coletivos, buscando conquistar, manter ou ampliar o seu poder político. O  pai que luta para governar o filho, o professor que busca comandar seus alunos, o gerente que dirige seus funcionários são exemplos de luta pelo poder, tanto quanto o presidente de uma associação de moradores que direciona seus associados, ou um vereador que guia seus eleitores, todos trabalhando na busca pela conquista, manutenção ou aumento do seu poder.
Mas por que se busca o poder, por que se luta tanto e com tanto afinco pelo poder? Exatamente porque aquele que detém o poder, possui sob seus subordinados grande controle, que geralmente lhe permite vantagens muitas vezes inalcançáveis sem a conquista do poder.
A luta pelo poder pode ser violenta ou pacífica; quando violenta se apresenta nas formas mais cruéis, tais como guerras, revoluções, golpes de estado, terrorismo e escravidão, é a mais primitiva das formas de conquista e manutenção do poder; no entanto ainda é muito usada,  quando pacífica se caracteriza como exemplo de civilização e racionalidade, características estas , próprias de sistemas democráticos, ou seja, reconhece-se a soberania popular e esse é o princípio de legitimação do poder. Assim sendo o poder se conquista de duas formas básicas: pela força ou pela legitimação, e a diferença entre os dois é que o primeiro poderá ser sempre questionado e por conseguinte perdido, enquanto que o segundo por está legitimado dificilmente será contestado e por muito tempo poderá ser mantido, claro respeitando-se sempre aquilo ou aquele que o legitima.
Não se pode negar que as comunidades e sociedades de forma geral são marcadas pelas relações de poder entre seus membros, de forma que os mais fortes impõem suas vontades aos mais fracos, o estado ou o governo usa seu poder para regular essas relações, e o faz com legitimação, consensualidade desta sociedade ou comunidade, seja esta um família, uma empresa, uma escola um país ou uma nação.

(dissertação de sociologia e educação II- professor Paulo Soares - primeiro semestre)

segunda-feira, 22 de abril de 2013


                                           O RURAL É UMA CONTINUÇÃO DO URBANO?

Podem ser observadas transformações muito importantes que vêm ocorrendo nas áreas rurais do mundo e do Brasil. Alguns velhos mitos estão caindo por terra, outros parecem está sendo descobertos. De início, pode-se perceber que está cada vez mais difícil delimitar o que é rural e o que é urbano. Do ponto de vista espacial o rural hoje é sem nenhuma sombra de dúvida,uma continuação do urbano. Do ponto de vista de uma organização econômica, as cidades não podem mais,apenas ser entendidas  como  locais onde se desenvolvem as atividades industriais, nem os campos como as áreas onde apenas se praticam atividades ligadas à agricultura e à pecuária. O espaço rural vem sendo gradativamente  urbanizado nas últimas décadas, como reflexo do processo de industrialização da agricultura e do alargamento do mundo urbano para aquelas áreas que tradicionalmente eram definidas como rurais.  A agricultura vem assumindo interligações ao restante da economia, a ponto de não mais poder ser separada dos setores que lhe fornecem insumos e/ou compram seus produtos. Essa realidade pode ser percebida, por exemplo, nos chamados complexos agroindustriais, que passaram a dirigir a própria dinâmica das atividades agropecuárias a eles vinculadas. Assim, o rural não pode ser simplesmente considerado como sinônimo de espaços atrasados ou pouco desenvolvidos, já que nos dias atuais não se opõe ao urbano como símbolo da modernidade. Ainda assim não se deve esquecer que ainda há nas áreas rurais espaços  que são sinônimos de muito atraso, consequência de heranças historicamente marcadas pela escravidão, pela injusta e vergonhosa estrutura fundiária e pelas imensas desigualdades sociais.O espaço rural ainda é marcado pelo domínio de atividades agrícolas; porém, as atividades e as ocupações não agrícolas vêm crescendo de forma expressiva nos últimos anos. Existem áreas em que não é possível afirmar se são urbanas ou rurais em virtude de se situarem em uma faixa de transição entre ambas. Isto ocorre, sobretudo, nos locais onde a cidade avança em direção ao espaço rural. Contemporaneamente, esta distinção entre urbano e rural fica cada vez mais difícil como já disse antes, além de  complexo, devido à dinâmica existente entre ambos. O rural e o urbano se assemelham e se distinguem a depender do enfoque que usamos ao observá-los.A forma como dialogam as esferas do urbano e do rural em minha localidade em Sobradinho, tem contribuído para o desenvolvimento de práticas comunitárias e associativas que articulam conflito e cooperação e dessa forma buscam soluções novas e questionam as já existentes; assim então possibilitam compreender a construção das teias de sociabilidade dessa comunidade. Nesse sentido, o rural não é continuação do urbano, mas eles se completam muitas vezes a ponto de se misturar de forma tal, que se faz necessário um imenso esforço para perceber as suas especificidades.

segunda-feira, 8 de abril de 2013


UM ENCONTRO INESQUECÍVEL ENTRE PAULO FREIRE E SEYMOUR PAPERT
                                                  (PRINCIPAIS IDEIAS)

O debate que se dá entre Paulo Freire e Seymour Papert discute os rumos da educação sobre o ponto de vista de cada um, e por tanto de suas teorias. Paulo Freire que simboliza a educação dos oprimidos, dos excluídos e dos pobres, se utiliza de uma proposta pedagógica da conversação do diálogo e proximidade entre o educador e o educando, demonstrando assim que essa proximidade, essa relação torna-se um instrumento poderoso para uma educação de qualidade.Seymour Papert defende o uso das tecnologias como ferramenta impossível de ser dispensada no processo de aprendizagem, apesar dos custos e de parecerem inacessíveis aos pobres, este defende que é possível sim.Seymour Papert analisa a escola como estando no caminho errado e diz que as crianças estão aprendendo sem consciência, quando na verdade a escola deveria dar a elas mais consciência do processo de aprendizado.Já Paulo Freire, defende uma pedagogia sem a qual a pedagogia não existe, que é a pedagogia da curiosidade, a pedagogia da pergunta e não a da resposta. Papert identifica um desequilíbrio entre ensino e aprendizado, segundo o mesmo a escola valoriza bem mais o ensinar do que o aprender.  Também defende a ideia de três estágios de desenvolvimento: o primeiro quando a criança nasce e começa a aprender coisas através do ato de explorar, tocar, pegar e levar coisas a boca. O segundo é quando deixamos de aprender para ser ensinados, que em sua visão sufocam e destroem as crianças, geralmente esse estágio ocorre quando começamos ir a escola, é quando a criança começa a ver as coisas, o mundo muito maior. O terceiro estágio é aquele pelo qual passam os sobreviventes ao segundo estágio, quase todos nós, é o momento da criatividade, tornamo-nos artistas, empresários, pessoas capazes. O que este teórico da educação acredita é que as crianças podem e já estão contornando o segundo estágio pelo acesso a tecnologias 3e que isso é excelente por poupar as crianças dos processos fatigantes do segundo estágio. Paulo Freire aponta que esta realidade ainda está longe de milhões de filhos de brasileiros que passam fome, e que esse contato com as tecnologias é privilégio de uma minoria da sociedade brasileira. Quanto a teoria dos três estágios, Freire até concorda, porém faz algumas ressalvas quanto ao segundo estágio, onde Papert faz algumas críticas à escola, em que Freire não discorda completamente, mas não aceita a proposta de que a escola poderá acabar no futuro, como constata Papert.Paulo Freire não admite que essa constatação vá acontecer, porém,  ele constata que a escola está péssima, mas não que a escola esteja desaparecendo ou que irá desaparecer. E o mesmo ainda faz um chamado aos sobreviventes, para realizar a modificação desta escola, fazer com que nasça dela uma nova, não mais correspondente a verdade tecnológica, mas sim o novo ser, atual como as tecnologias, em outras palavras é colocar a escola a altura de seu tempo. Paulo Freire aponta que aprendemos antes mesmo de ensinar, e foi a partir daí que nos ensinou a ensinar, ou seja, antes mesmo que possamos ensinar ou ser ensinado,devemos aprender, e faz um apontamento para o primeiro estágio de Papert, e indica que foi daí que surge o segundo estágio, e que os problemas e equívocos que enfrentamos é corrigir o segundo estágio, que são em sua opinião todos equívocos não didáticos ou metodológicos, e sim ideológicos e políticos, tão logo o que se deve mudar é o mundo político.Para Papert a escola e ruim para Freire ela apenas está ruim, segundo Freire a diferença entre essas opiniões está nas perspectivas, a de Freire é histórico política e a de Papert é metafísica, mas os dois concordam que do jeito como está não poderá continuar.



                                                  Síntese

Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na escola.

 O texto aborda questões bem importantes, pois nos leva a uma reflexão sobre uma metodologia de ensino associada a recursos favoráveis a aprendizagem dos alunos. Sabemos que as pessoas têm estilos diferentes de aprendizagem. Não há uma pessoa igual à outra. As preferências de cada pessoa não são exatamente as mesmas, mas isto não quer dizer que são melhores ou piores.Neste contexto sabemos também que os alunos são diferentes, no entanto a escola continua assumindo a ideia de que todos são iguais, que aprendem da mesma forma e sob a mesma perspectiva. Não é correto padronizar o que de fato não possui padrão, quando tratamos de pessoas, de seres humanos, tudo é muito particular e diferenciado em qualquer dimensão, quer seja física, cognitiva, sentimental e no que diz respeito ao aprender, compreender e ao aprender a aprender. Cada indivíduo tem suas facilidades e dificuldades, tanto os professores quanto os alunos. O professor tendo suas preferências,e de maneira geral aplica as mesmas ao preparar a aula e repassar o conteúdo. Há indivíduos que tendem a focalizar mais fatos, há ainda aqueles que respondem preferencialmente a informações visuais, outros preferem as verbais, uns preferem participar ativamente, outros manter-se apenas em observação. Está claro que os professores preparam suas aulas de acordo com seus alunos, no entanto, melhor seria conhecer seus alunos, suas preferências, suas dificuldades e facilidades e só então após encontrar a forma mais adequada,facilitar uma melhor compreensão do conteúdo; o professor precisa Criar situações de ensino que permitam aos alunos a realização de novas atividades e assim fazer  com que cada indivíduo seja o sujeito de sua aprendizagem e protagonista na construção do seu próprio conhecimento, e isso só é possível quando o professor conhece seu aluno e conhece-se a si mesmo.