segunda-feira, 8 de abril de 2013


UM ENCONTRO INESQUECÍVEL ENTRE PAULO FREIRE E SEYMOUR PAPERT
                                                  (PRINCIPAIS IDEIAS)

O debate que se dá entre Paulo Freire e Seymour Papert discute os rumos da educação sobre o ponto de vista de cada um, e por tanto de suas teorias. Paulo Freire que simboliza a educação dos oprimidos, dos excluídos e dos pobres, se utiliza de uma proposta pedagógica da conversação do diálogo e proximidade entre o educador e o educando, demonstrando assim que essa proximidade, essa relação torna-se um instrumento poderoso para uma educação de qualidade.Seymour Papert defende o uso das tecnologias como ferramenta impossível de ser dispensada no processo de aprendizagem, apesar dos custos e de parecerem inacessíveis aos pobres, este defende que é possível sim.Seymour Papert analisa a escola como estando no caminho errado e diz que as crianças estão aprendendo sem consciência, quando na verdade a escola deveria dar a elas mais consciência do processo de aprendizado.Já Paulo Freire, defende uma pedagogia sem a qual a pedagogia não existe, que é a pedagogia da curiosidade, a pedagogia da pergunta e não a da resposta. Papert identifica um desequilíbrio entre ensino e aprendizado, segundo o mesmo a escola valoriza bem mais o ensinar do que o aprender.  Também defende a ideia de três estágios de desenvolvimento: o primeiro quando a criança nasce e começa a aprender coisas através do ato de explorar, tocar, pegar e levar coisas a boca. O segundo é quando deixamos de aprender para ser ensinados, que em sua visão sufocam e destroem as crianças, geralmente esse estágio ocorre quando começamos ir a escola, é quando a criança começa a ver as coisas, o mundo muito maior. O terceiro estágio é aquele pelo qual passam os sobreviventes ao segundo estágio, quase todos nós, é o momento da criatividade, tornamo-nos artistas, empresários, pessoas capazes. O que este teórico da educação acredita é que as crianças podem e já estão contornando o segundo estágio pelo acesso a tecnologias 3e que isso é excelente por poupar as crianças dos processos fatigantes do segundo estágio. Paulo Freire aponta que esta realidade ainda está longe de milhões de filhos de brasileiros que passam fome, e que esse contato com as tecnologias é privilégio de uma minoria da sociedade brasileira. Quanto a teoria dos três estágios, Freire até concorda, porém faz algumas ressalvas quanto ao segundo estágio, onde Papert faz algumas críticas à escola, em que Freire não discorda completamente, mas não aceita a proposta de que a escola poderá acabar no futuro, como constata Papert.Paulo Freire não admite que essa constatação vá acontecer, porém,  ele constata que a escola está péssima, mas não que a escola esteja desaparecendo ou que irá desaparecer. E o mesmo ainda faz um chamado aos sobreviventes, para realizar a modificação desta escola, fazer com que nasça dela uma nova, não mais correspondente a verdade tecnológica, mas sim o novo ser, atual como as tecnologias, em outras palavras é colocar a escola a altura de seu tempo. Paulo Freire aponta que aprendemos antes mesmo de ensinar, e foi a partir daí que nos ensinou a ensinar, ou seja, antes mesmo que possamos ensinar ou ser ensinado,devemos aprender, e faz um apontamento para o primeiro estágio de Papert, e indica que foi daí que surge o segundo estágio, e que os problemas e equívocos que enfrentamos é corrigir o segundo estágio, que são em sua opinião todos equívocos não didáticos ou metodológicos, e sim ideológicos e políticos, tão logo o que se deve mudar é o mundo político.Para Papert a escola e ruim para Freire ela apenas está ruim, segundo Freire a diferença entre essas opiniões está nas perspectivas, a de Freire é histórico política e a de Papert é metafísica, mas os dois concordam que do jeito como está não poderá continuar.


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