UM ENCONTRO INESQUECÍVEL ENTRE PAULO FREIRE E SEYMOUR PAPERT
(PRINCIPAIS IDEIAS)
O debate que se dá entre
Paulo Freire e Seymour Papert discute os rumos da educação sobre o ponto de
vista de cada um, e por tanto de suas teorias. Paulo Freire que simboliza a
educação dos oprimidos, dos excluídos e dos pobres, se utiliza de uma proposta
pedagógica da conversação do diálogo e proximidade entre o educador e o
educando, demonstrando assim que essa proximidade, essa relação torna-se um
instrumento poderoso para uma educação de qualidade.Seymour Papert defende o uso
das tecnologias como ferramenta impossível de ser dispensada no processo de
aprendizagem, apesar dos custos e de parecerem inacessíveis aos pobres, este
defende que é possível sim.Seymour Papert analisa a
escola como estando no caminho errado e diz que as crianças estão aprendendo
sem consciência, quando na verdade a escola deveria dar a elas mais consciência
do processo de aprendizado.Já Paulo Freire, defende uma pedagogia sem a
qual a pedagogia não existe, que é a pedagogia da curiosidade, a pedagogia da
pergunta e não a da resposta. Papert identifica um
desequilíbrio entre ensino e aprendizado, segundo o mesmo a escola valoriza bem
mais o ensinar do que o aprender. Também
defende a ideia de três estágios de desenvolvimento: o primeiro quando a
criança nasce e começa a aprender coisas através do ato de explorar, tocar,
pegar e levar coisas a boca. O segundo é quando deixamos de aprender para ser
ensinados, que em sua visão sufocam e destroem as crianças, geralmente esse
estágio ocorre quando começamos ir a escola, é quando a criança começa a ver as
coisas, o mundo muito maior. O terceiro estágio é aquele pelo qual passam os
sobreviventes ao segundo estágio, quase todos nós, é o momento da criatividade,
tornamo-nos artistas, empresários, pessoas capazes. O que este teórico da
educação acredita é que as crianças podem e já estão contornando o segundo
estágio pelo acesso a tecnologias 3e que isso é excelente por poupar as
crianças dos processos fatigantes do segundo estágio. Paulo Freire aponta que esta
realidade ainda está longe de milhões de filhos de brasileiros que passam fome, e
que esse contato com as tecnologias é privilégio de uma minoria da sociedade
brasileira. Quanto a teoria dos três estágios, Freire até concorda, porém faz
algumas ressalvas quanto ao segundo estágio, onde Papert faz algumas críticas à
escola, em que Freire não discorda completamente, mas não aceita a proposta de
que a escola poderá acabar no futuro, como constata Papert.Paulo Freire não
admite que essa constatação vá acontecer, porém, ele constata que a escola está péssima, mas
não que a escola esteja desaparecendo ou que irá desaparecer. E o mesmo ainda
faz um chamado aos sobreviventes, para realizar a modificação desta escola, fazer
com que nasça dela uma nova, não mais correspondente a verdade tecnológica, mas
sim o novo ser, atual como as tecnologias, em outras palavras é colocar a
escola a altura de seu tempo. Paulo Freire aponta que aprendemos antes mesmo de
ensinar, e foi a partir daí que nos ensinou a ensinar, ou seja, antes mesmo que
possamos ensinar ou ser ensinado,devemos aprender, e faz um apontamento para
o primeiro estágio de Papert, e indica que foi daí que surge o segundo estágio,
e que os problemas e equívocos que enfrentamos é corrigir o segundo estágio, que
são em sua opinião todos equívocos não didáticos ou metodológicos, e sim
ideológicos e políticos, tão logo o que se deve mudar é o mundo político.Para Papert a escola e ruim
para Freire ela apenas está ruim, segundo Freire a diferença entre essas opiniões
está nas perspectivas, a de Freire é histórico política e a de Papert é metafísica,
mas os dois concordam que do jeito como está não poderá continuar.
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