segunda-feira, 17 de junho de 2013

O CURSO DA HISTÓRIA DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO NA EDUCAÇÃO LATINO AMERICANA


                                                    ENFOQUE JURIDÍCO
A história da administração da educação na América Latina, à semelhança da trajetória da administração pública latino-americana, pode ser estudada com diferentes enfoques analíticos. Neste ensaio, realizado por Benno Sander sobre a construção do conhecimento na administração da educação  foram utilizados cinco enfoques principais: jurídico, tecnocrático, comportamental, desenvolvimentista e sociológico. Esta maneira de analisar sugere que o conhecimento na administração pública e na gestão da educação latino-americana é resultado de um processo de construção, desconstrução e reconstrução permanente ao longo da história das instituições políticas e sociais da América Latina, ou seja, está longe de ser concluido. 

VALORES DO CRISTIANISMO/CATÓLICOS E PROTESTANTES  

    O  enfoque jurídico herdado da Europa foi adicionado, desde o início, os valores próprios do cristianismo, especialmente os da Igreja Católica. Durante todo o período colonial da América Latina, a contribuição educacional dos Padres da Companhia de Jesus, oriundos da Espanha, exerceu uma influência singular. À ação dos Jesuítas somou-se a contribuição dos Lassalistas ("O Senhor de La Salle... teve a idéia de criar escolas nas quais os filhos dos artesãos e dos pobres aprenderiam gratuitamente a ler, escrever e contar e receberiam uma educação cristã por meio de catecismos e outras instruções apropriadas para a formação de bons cristãos), Maristas ( sociedade religiosa e de cunho mariano, voltado em levar o ensino fundamental às crianças e jovens do interior. Salesianos(Congregação religiosa da Igreja Católica Apostólica Romana, que tinha como  principais destinatários os jovens, especialmente os pobres e em situação de risco. , Beneditinos, Dominicanos e membros de outras ordens e congregações religiosas, que consolidaram a influência da Igreja Católica na educação latino-americana. Por isso, não é surpreendente que nessa época o escolasticismo católico( Doutrina e filosofia cristã que tem origem na idade média e que procurou combinar a razão platônica e aristotélica com a fé cristã e os dogmas dos evangélicos), caracterizado pelo pensamento dedutivo e pelo caráter normativo da Ratio Studiorum de Ignacio de Loyola,  tenham plasmado, significativamente, os sistemas de organização e administração da educação na América Latina. Junto com a ação católica de origem européia, iniciou-se no século XIX e ampliou-se consideravelmente no século XX a penetrante influência pedagógica das Igrejas Protestantes, provenientes principalmente dos Estados Unidos da América, que estabeleceram importantes escolas em vários países latino-americanos.

  ESCOLASTICISMO CATÓLICO

Escolástica (ou Escolasticismo) é uma linha dentro da filosofia medieval, de acentos notadamente cristãos, surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé.
Este pensamento cristão deve o seu nome às artes ensinadas na altura pelos escolásticos nas escolas medievais. Estas artes podiam ser divididas em Trivium (gramática, retórica e dialéctica) e Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). A escolástica resulta essencialmente do aprofundar da filosofia.

Considerações finais

A chegada do novo milênio traz consigo transformações econômicas e políticas em diversas partes do mundo.  Concomitantemente estão sendo concebidas alternativas de superação de organização social e política que tornam acentuada a necessidade de buscar a superação dos paradigmas tradicionais de educação. Foi principalmente nos anos 90 que houve uma crescente construção de perspectivas de administração da educação, as quais passaram a valorizar a participação das massas e a compartilhar tradições culturais, prioridades econômicas e orientações políticas. Isso significou, na gestão educacional, uma reconstrução das estratégias institucionais básicas, neste contexto, considerando  enfoque jurídico necessário se faz refletir sobre as relações entre a natureza do homem, a do direito e a do dever jurídico, entendendo primordialmente que o centro do interesse jurídico, deslocou-se nestes últimos tempos para o sujeito do direito, em sua relação com os demais e em seus direitos e obrigações pessoais e sociais. Na nova escola está se produzindo um novo enfoque para o aluno, considerando a este como sujeito ativo do direito, pela aplicação das novas normas que o contemplam de modo diferente, mas também se originou um despertar das relações entre os integrantes da comunidade educacional, que implica na obrigação de construir novos parâmetros a partir da ideia do homem como um ser aberto e criador de seu próprio meio, sua cultura, seu direito e, portanto, da instituição escolar.




COMO PODEMOS PERCEBER A RELAÇÃOENTRE NEOLIBERALISMO, SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL E AS POLÍTICAS DO CAMPO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL?

Neoliberalismo é uma doutrina política que surgiu ás vésperas da segunda guerra mundial. Olhando pelo foco ideológico, pode-se conceituar o neoliberalismo como sendo uma reação contra os ataques sofridos pelo liberalismo por parte dos intervencionistas e dos socialistas por mais de um século, e pelo foco econômico é um tipo de doutrina político econômico que orienta a relação do estado com a sociedade, a partir da identificação de que o estado seja apenas um guardião do bem comum, implicando sua ausência no mercado. Apesar de acreditar que o mercado se autorregula, o neoliberalismo exige que haja uma determinada intervenção do Estado, a fim de eliminar tudo aquilo que possa obstruir o livre funcionamento dos mecanismos de preços livremente formados. O estado deve combater firmemente os agrupamentos de produtores, cartéis ou trustes nacionais ou internacionais. Esta função, atribuída ao estado é fundamental na doutrina neoliberal. Segundo a doutrina neoliberal, o estado deverá interferir nas próprias condições internas do mercado, de agente passivo que deveria ser, torna-se então um dos mais ativos agentes econômicos. No Neoliberalismo o poder público precisa tomar as medidas necessárias para reduzir ao mínimo as injustiças econômicas, prestando auxílio aos excluídos no processo. Eles acreditam haver muito espaço no campo de ação social para que seja desempenhado o papel do mesmo. No Brasil vigora quase uma política neoliberal, já que predomina uma falta regulação eficiente, principalmente no que tange uma prevenção a formação de cartéis e monopólios, enfim, combater a concentração de mercado. Embora haja uma forte atuação no campo social, por parte do governo atual, assim como certa liberdade de fixação de preços por meio de mercado, esta última não é eficiente, uma vez que há muita concentração (poucas empresas fornecem parcela significativa do que é consumido de um determinado bem ou serviço) no País. Outros pontos inegáveis quanto a chegada do neoliberalismo no Brasil são os avanços tecnológicos e os aumentos da produtividade. No que diz respeito a esta doutrina política e a educação esta ocupa um lugar central na sociedade e, por isso, precisa ser incentivada. A compreensão da ideologia neoliberal como expressão de interesses e “falsificação da realidade” com vistas ao controle social, permite a conclusão, do ponto de vista marxista, de que a estrutura social dominante constitui “aparelhos ideológicos” em forma de superestrutura, mantendo a opressão e atrela a educação escolar à preparação para o trabalho e a pesquisa acadêmica ao imperativo do mercado ou às necessidades da livre iniciativa, torna a escola um meio de transmissão dos seus princípios doutrinários e faz da escola um mercado para os produtos da indústria cultural e da informática, o que, aliás, é coerente com a ideia de fazer a escola funcionar de forma semelhante ao mercado, mas é contraditório porque, enquanto, no discurso, os neoliberais condenam a participação direta do estado no financiamento da educação, na prática, não deixam de aproveitar os subsídios estatais para divulgar seus produtos didáticos e paradidáticos no mercado escolar. As políticas públicas do Brasil foram marcadas pela influência da globalização econômica na década de 1990 e por forte presença dos princípios neoliberais.O governo FHC (privatizações, criação de programas sociais, como bolsa família) entre outras, que tiveram continuidade no governo lula e ainda no governo atual. Quanto a relação entre o neoliberalismo e o sistema monetário internacional, o fato é que esse sistema influencia em beneficio dos governos e economias dos países desenvolvidos e das empresas transnacionais que operam a partir do neoliberalismo. Exerce supervisão das economias e faz-se principalmente através da recolha sistemática de informações sobre essas economias e de visitas de técnicos aos países membros dos fundos e bancos, ao abrigo de disposições constantes. No caso de países que recebem apoio financeiro, elas são mais frequentes a fim de se acompanhar a execução dos programas econômicos que acompanham tais apoios. Apesar de a ideologia Neoliberal ter conseguido agregar uma grande parcela da população e dos países através do discurso de que é necessário integrar os mercados e as economias com a finalidade de desenvolvê-las, o fato é que tais medidas têm privilegiado apenas a elite, que representa um pequeno pedaço das sociedades, enquanto grande parte da população sobrevive às margens do desenvolvimento.
(trabalho dissertativo da disciplina sociologia e educação II- professor Paulo Soares)
A luta pelo poder é algo constante na sociedade

                                                         A luta pelo poder

Sem qualquer sombra de dúvida, a luta pelo poder e sua manutenção é tão antiga quanto a existência da vida humana, e a história humana é também uma história da política, ou seja, de lutas travadas por sujeitos individuais ou coletivos, buscando conquistar, manter ou ampliar o seu poder político. O  pai que luta para governar o filho, o professor que busca comandar seus alunos, o gerente que dirige seus funcionários são exemplos de luta pelo poder, tanto quanto o presidente de uma associação de moradores que direciona seus associados, ou um vereador que guia seus eleitores, todos trabalhando na busca pela conquista, manutenção ou aumento do seu poder.
Mas por que se busca o poder, por que se luta tanto e com tanto afinco pelo poder? Exatamente porque aquele que detém o poder, possui sob seus subordinados grande controle, que geralmente lhe permite vantagens muitas vezes inalcançáveis sem a conquista do poder.
A luta pelo poder pode ser violenta ou pacífica; quando violenta se apresenta nas formas mais cruéis, tais como guerras, revoluções, golpes de estado, terrorismo e escravidão, é a mais primitiva das formas de conquista e manutenção do poder; no entanto ainda é muito usada,  quando pacífica se caracteriza como exemplo de civilização e racionalidade, características estas , próprias de sistemas democráticos, ou seja, reconhece-se a soberania popular e esse é o princípio de legitimação do poder. Assim sendo o poder se conquista de duas formas básicas: pela força ou pela legitimação, e a diferença entre os dois é que o primeiro poderá ser sempre questionado e por conseguinte perdido, enquanto que o segundo por está legitimado dificilmente será contestado e por muito tempo poderá ser mantido, claro respeitando-se sempre aquilo ou aquele que o legitima.
Não se pode negar que as comunidades e sociedades de forma geral são marcadas pelas relações de poder entre seus membros, de forma que os mais fortes impõem suas vontades aos mais fracos, o estado ou o governo usa seu poder para regular essas relações, e o faz com legitimação, consensualidade desta sociedade ou comunidade, seja esta um família, uma empresa, uma escola um país ou uma nação.

(dissertação de sociologia e educação II- professor Paulo Soares - primeiro semestre)