segunda-feira, 22 de abril de 2013


                                           O RURAL É UMA CONTINUÇÃO DO URBANO?

Podem ser observadas transformações muito importantes que vêm ocorrendo nas áreas rurais do mundo e do Brasil. Alguns velhos mitos estão caindo por terra, outros parecem está sendo descobertos. De início, pode-se perceber que está cada vez mais difícil delimitar o que é rural e o que é urbano. Do ponto de vista espacial o rural hoje é sem nenhuma sombra de dúvida,uma continuação do urbano. Do ponto de vista de uma organização econômica, as cidades não podem mais,apenas ser entendidas  como  locais onde se desenvolvem as atividades industriais, nem os campos como as áreas onde apenas se praticam atividades ligadas à agricultura e à pecuária. O espaço rural vem sendo gradativamente  urbanizado nas últimas décadas, como reflexo do processo de industrialização da agricultura e do alargamento do mundo urbano para aquelas áreas que tradicionalmente eram definidas como rurais.  A agricultura vem assumindo interligações ao restante da economia, a ponto de não mais poder ser separada dos setores que lhe fornecem insumos e/ou compram seus produtos. Essa realidade pode ser percebida, por exemplo, nos chamados complexos agroindustriais, que passaram a dirigir a própria dinâmica das atividades agropecuárias a eles vinculadas. Assim, o rural não pode ser simplesmente considerado como sinônimo de espaços atrasados ou pouco desenvolvidos, já que nos dias atuais não se opõe ao urbano como símbolo da modernidade. Ainda assim não se deve esquecer que ainda há nas áreas rurais espaços  que são sinônimos de muito atraso, consequência de heranças historicamente marcadas pela escravidão, pela injusta e vergonhosa estrutura fundiária e pelas imensas desigualdades sociais.O espaço rural ainda é marcado pelo domínio de atividades agrícolas; porém, as atividades e as ocupações não agrícolas vêm crescendo de forma expressiva nos últimos anos. Existem áreas em que não é possível afirmar se são urbanas ou rurais em virtude de se situarem em uma faixa de transição entre ambas. Isto ocorre, sobretudo, nos locais onde a cidade avança em direção ao espaço rural. Contemporaneamente, esta distinção entre urbano e rural fica cada vez mais difícil como já disse antes, além de  complexo, devido à dinâmica existente entre ambos. O rural e o urbano se assemelham e se distinguem a depender do enfoque que usamos ao observá-los.A forma como dialogam as esferas do urbano e do rural em minha localidade em Sobradinho, tem contribuído para o desenvolvimento de práticas comunitárias e associativas que articulam conflito e cooperação e dessa forma buscam soluções novas e questionam as já existentes; assim então possibilitam compreender a construção das teias de sociabilidade dessa comunidade. Nesse sentido, o rural não é continuação do urbano, mas eles se completam muitas vezes a ponto de se misturar de forma tal, que se faz necessário um imenso esforço para perceber as suas especificidades.

segunda-feira, 8 de abril de 2013


UM ENCONTRO INESQUECÍVEL ENTRE PAULO FREIRE E SEYMOUR PAPERT
                                                  (PRINCIPAIS IDEIAS)

O debate que se dá entre Paulo Freire e Seymour Papert discute os rumos da educação sobre o ponto de vista de cada um, e por tanto de suas teorias. Paulo Freire que simboliza a educação dos oprimidos, dos excluídos e dos pobres, se utiliza de uma proposta pedagógica da conversação do diálogo e proximidade entre o educador e o educando, demonstrando assim que essa proximidade, essa relação torna-se um instrumento poderoso para uma educação de qualidade.Seymour Papert defende o uso das tecnologias como ferramenta impossível de ser dispensada no processo de aprendizagem, apesar dos custos e de parecerem inacessíveis aos pobres, este defende que é possível sim.Seymour Papert analisa a escola como estando no caminho errado e diz que as crianças estão aprendendo sem consciência, quando na verdade a escola deveria dar a elas mais consciência do processo de aprendizado.Já Paulo Freire, defende uma pedagogia sem a qual a pedagogia não existe, que é a pedagogia da curiosidade, a pedagogia da pergunta e não a da resposta. Papert identifica um desequilíbrio entre ensino e aprendizado, segundo o mesmo a escola valoriza bem mais o ensinar do que o aprender.  Também defende a ideia de três estágios de desenvolvimento: o primeiro quando a criança nasce e começa a aprender coisas através do ato de explorar, tocar, pegar e levar coisas a boca. O segundo é quando deixamos de aprender para ser ensinados, que em sua visão sufocam e destroem as crianças, geralmente esse estágio ocorre quando começamos ir a escola, é quando a criança começa a ver as coisas, o mundo muito maior. O terceiro estágio é aquele pelo qual passam os sobreviventes ao segundo estágio, quase todos nós, é o momento da criatividade, tornamo-nos artistas, empresários, pessoas capazes. O que este teórico da educação acredita é que as crianças podem e já estão contornando o segundo estágio pelo acesso a tecnologias 3e que isso é excelente por poupar as crianças dos processos fatigantes do segundo estágio. Paulo Freire aponta que esta realidade ainda está longe de milhões de filhos de brasileiros que passam fome, e que esse contato com as tecnologias é privilégio de uma minoria da sociedade brasileira. Quanto a teoria dos três estágios, Freire até concorda, porém faz algumas ressalvas quanto ao segundo estágio, onde Papert faz algumas críticas à escola, em que Freire não discorda completamente, mas não aceita a proposta de que a escola poderá acabar no futuro, como constata Papert.Paulo Freire não admite que essa constatação vá acontecer, porém,  ele constata que a escola está péssima, mas não que a escola esteja desaparecendo ou que irá desaparecer. E o mesmo ainda faz um chamado aos sobreviventes, para realizar a modificação desta escola, fazer com que nasça dela uma nova, não mais correspondente a verdade tecnológica, mas sim o novo ser, atual como as tecnologias, em outras palavras é colocar a escola a altura de seu tempo. Paulo Freire aponta que aprendemos antes mesmo de ensinar, e foi a partir daí que nos ensinou a ensinar, ou seja, antes mesmo que possamos ensinar ou ser ensinado,devemos aprender, e faz um apontamento para o primeiro estágio de Papert, e indica que foi daí que surge o segundo estágio, e que os problemas e equívocos que enfrentamos é corrigir o segundo estágio, que são em sua opinião todos equívocos não didáticos ou metodológicos, e sim ideológicos e políticos, tão logo o que se deve mudar é o mundo político.Para Papert a escola e ruim para Freire ela apenas está ruim, segundo Freire a diferença entre essas opiniões está nas perspectivas, a de Freire é histórico política e a de Papert é metafísica, mas os dois concordam que do jeito como está não poderá continuar.



                                                  Síntese

Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na escola.

 O texto aborda questões bem importantes, pois nos leva a uma reflexão sobre uma metodologia de ensino associada a recursos favoráveis a aprendizagem dos alunos. Sabemos que as pessoas têm estilos diferentes de aprendizagem. Não há uma pessoa igual à outra. As preferências de cada pessoa não são exatamente as mesmas, mas isto não quer dizer que são melhores ou piores.Neste contexto sabemos também que os alunos são diferentes, no entanto a escola continua assumindo a ideia de que todos são iguais, que aprendem da mesma forma e sob a mesma perspectiva. Não é correto padronizar o que de fato não possui padrão, quando tratamos de pessoas, de seres humanos, tudo é muito particular e diferenciado em qualquer dimensão, quer seja física, cognitiva, sentimental e no que diz respeito ao aprender, compreender e ao aprender a aprender. Cada indivíduo tem suas facilidades e dificuldades, tanto os professores quanto os alunos. O professor tendo suas preferências,e de maneira geral aplica as mesmas ao preparar a aula e repassar o conteúdo. Há indivíduos que tendem a focalizar mais fatos, há ainda aqueles que respondem preferencialmente a informações visuais, outros preferem as verbais, uns preferem participar ativamente, outros manter-se apenas em observação. Está claro que os professores preparam suas aulas de acordo com seus alunos, no entanto, melhor seria conhecer seus alunos, suas preferências, suas dificuldades e facilidades e só então após encontrar a forma mais adequada,facilitar uma melhor compreensão do conteúdo; o professor precisa Criar situações de ensino que permitam aos alunos a realização de novas atividades e assim fazer  com que cada indivíduo seja o sujeito de sua aprendizagem e protagonista na construção do seu próprio conhecimento, e isso só é possível quando o professor conhece seu aluno e conhece-se a si mesmo.