A luta pelo poder
Sem qualquer sombra de
dúvida, a luta pelo poder e sua manutenção é tão antiga quanto a existência da
vida humana, e a história humana é também uma história da política, ou seja, de
lutas travadas por sujeitos individuais ou coletivos, buscando conquistar,
manter ou ampliar o seu poder político. O
pai que luta para governar o filho, o professor que busca comandar seus alunos, o gerente que dirige seus
funcionários são exemplos de luta pelo poder, tanto quanto o presidente de uma
associação de moradores que direciona seus associados, ou um vereador que guia
seus eleitores, todos trabalhando na busca pela conquista, manutenção ou
aumento do seu poder.
Mas por que se busca o
poder, por que se luta tanto e com tanto afinco pelo poder? Exatamente porque
aquele que detém o poder, possui sob seus subordinados grande controle, que
geralmente lhe permite vantagens muitas vezes inalcançáveis sem a conquista do
poder.
A luta pelo poder pode ser
violenta ou pacífica; quando violenta se apresenta nas formas mais cruéis, tais
como guerras, revoluções, golpes de estado, terrorismo e escravidão, é a mais
primitiva das formas de conquista e manutenção do poder; no entanto ainda é
muito usada, quando pacífica se
caracteriza como exemplo de civilização e racionalidade, características estas ,
próprias de sistemas democráticos, ou seja, reconhece-se a soberania popular e
esse é o princípio de legitimação do poder. Assim sendo o poder se conquista de
duas formas básicas: pela força ou pela legitimação, e a diferença entre os
dois é que o primeiro poderá ser sempre questionado e por conseguinte perdido,
enquanto que o segundo por está legitimado dificilmente será contestado e por
muito tempo poderá ser mantido, claro respeitando-se sempre aquilo ou aquele
que o legitima.
Não se pode negar que as
comunidades e sociedades de forma geral são marcadas pelas relações de poder
entre seus membros, de forma que os mais fortes impõem suas vontades aos mais
fracos, o estado ou o governo usa seu poder para regular essas relações, e o
faz com legitimação, consensualidade desta sociedade ou comunidade, seja esta
um família, uma empresa, uma escola um país ou uma nação.
(dissertação de sociologia e educação II- professor Paulo Soares - primeiro semestre)
Nenhum comentário:
Postar um comentário