RELATO DA FALA:
ANTONIO NÓVOA
“REGRESSO DOS
PROFESSORES”
Este trabalho
consiste em fazer um breve relato da fala do Professor português Antônio Nóvoa,
em um Seminário de comemoração ao dia dos professores na Escola Nossa Senhora
das Graças, no Centro de Estudos Gracinha, núcleo de formação continuada de
professores, com tema “Desafios do trabalho do professor no mundo Contemporâneo”,
segundo ele, os professores vivenciam uma crise de identidade da escola e que
os efeitos desta crise se evidenciam na pratica da atividade e no cotidiano do
profissional professor.
Ele fala do
dilema vivenciado dentro das escolas decorrente da linha de pensamento defendido
pela pedagogia tradicional que se baseava na transmissão dos conhecimentos, e
pela pedagogia moderna centrada no aluno, portanto, necessárias de serem reinventadas
na sociedade contemporânea, pois segundo ele não se trata de centrar na escola
e nos conhecimentos, tão pouco nos alunos, mas sim, na aprendizagem do mesmo,
tendo como instrumento o conhecimento e definindo-o como prioridade dentro das
escolas, pois a aprendizagem não se faz sem pessoas e as referencias as suas
subjetividades, ou seus contextos sociais, como também aos próprios
conhecimentos.
Antonio Nóvoa
inicia sua fala fazendo uma critica ao modo como se discute educação hoje em
dia, em especial como a educação aparece na mídia, como a banalizam, e como são
pobres as intervenções feitas à educação nos debates públicos nos tempos
atuais.
Trata também, da
transferência das diversas responsabilidades que a sociedade tem feito para a
escola, as quais os professores aos poucos vão se apropriando sem perceber, se
tornando usurpadores das funções da família, do estado e da própria sociedade,
causando dispersões, e confusão de papeis, que dificulta o discernir e o definir
de prioridades, conceituando isso, como “transbordamento”, e diz que é
necessário combate-lo dando como prioridade a aprendizagem dos docentes.
Apresentou em
sua fala informações do movimento por meio de lei que naquele momento estava
acontecendo em Portugual, da avaliação do desempenho dos professores feita
pelos pais dos alunos, tendo como introdução de lei o argumento de que os
professores não foram capazes de encontrar os mecanismos que regulasse a
profissão de forma a permitir, que de fato, houvesse uma avaliação efetiva do
trabalho. O autor ainda diz que, esta incapacidade está muito relacionada com a
reduzida existência de lideranças profissionais como sindicatos atuantes e do baixo
envolvimento dos professores nos movimentos de liderança, segundo ele a nossa
credibilidade passa muito por qualquer coisa que os professores perderam já há
alguns anos, que é a capacidade de intervenção política, pois é preciso ganhar
a confiança da sociedade para o nosso trabalho, e assim ganhar maior
credibilidade pública.
Relata em sua
fala, que é muito importante construir uma nova profissionalidade docente que
esteja baseada numa forte pessoalidade, pois mesmo com as invenções
tecnológicas, os serviços, os programas, e as máquinas diversas, nada pode
substituir um bom professor, nada substitui o bom senso e a capacidade de
incentivar e motivar, promover o
encontro humano, a importância do dialogo e a vontade de aprender, algo que só
os bons professores podem despertar no aluno.
Falou da
resistência ao apoio e credibilidade aos profissionais jovens, e da falta de
compromisso do profissional de carreira com a educação, ressaltou que é
necessário que se tenham professores reconhecidos, prestigiados e competentes,
que sejam apoiados no seu trabalho, apoio dado pela sociedade para que possam
fazer a diferença.
Diante do que
pude apropriar-me da fala do professor Nóvoa, algumas coisa me chamaram a
atenção, uma delas é quando ele fala das transferências que a sociedade faz
para a escola, esta atitude inconsciente ou não, talvez, compreendo ser uma das
mais importantes causas da deficiência educacional dos dias atuais, a carga de
responsabilidade atribuída hoje a escola torna-a incoerente atende-las com
qualidade a sua área de competência ou ao menos próximo do que de fato deveria
ser, e é onde ele diz que se faz necessário que a escola defina as suas
prioridades para cumpri-las com satisfação e eficiência.
Outra é a
questão dos que não querem aprender (esqueci-me de relatar esta fala no texto),
como ele mesmo diz só o professor tem a capacidade do incentivo, da motivação,
para tanto é necessário que este esteja ele também motivado, interessado,
relaciono isso inclusive a professores formadores de professores desta própria universidade,
claro que não de forma generalizada,
mas, encontramos aqui professores desestimulados a estimular, a provocar o
saber nos discentes, entendo que aos que tem facilidade cognitiva e de
interesse próprio, deve sim haver o interesse por este, mas o interesse maior
deve ter maior consistência e direcionamento para aquele que apresenta
dificuldade tanto de interesse quanto de cognição em minha opinião.
Trabalho proposto pelo professor do Componente Curricular de
Projeto de Pesquisa Pedagógica _ PPP III. Profº. Dr. Josenilton Vieira
Nunes.
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